BULLETIN BOARD // MURAL DE ANÚNCIOS

🇺🇸 They are in schools, work places, stations, churches, buildings, even right above my desk. We can see them full or empty. Some are locked. Basic or completely decorated. They speak for us. We believe they have the power to call for people’s attention. We believe they can make the difference in life.
 Am I overstating? I don’t think so. If we do not believe bulletin boards have that power we would get rid of them long time ago. But they’re still there. People are still pinning important messages in them, as if everyone is paying attention to everything in there. Any kind of announcement, with pictures, in colored paper, cut in strips, brings hope that lots of people will respond just because they saw it in there.
 The fact is that every new day bulletin boards are becoming less attractive. They have become part of the wall. We walk in front of them without even notice they are there. We’re paying attention to little screens in our hands. But I’m not blaming smartphones here. I’m just saying that bulletin boards are becoming obsoletes. The interesting thing is even people paying less attention to them, they’re still there. Why? What could be done to change this? In fact this isn’t my point. The point is that there’re some important things in our life, but we’re simply not noticing them anymore. Should we put some sense on that? 
 Maybe it’s not that terrible if we’re talking about bulletin boards, but what if it’s a person? If we’re just walking by not noticing who needs out attention? Did you notice the yellow ribbon on the board photo?
That's it.
Denison 

🇧🇷 Estão nas escolas, ambientes de trabalho, estações, igrejas, prédios e até acima da minha mesa. Vemos eles cheios ou vazios. Alguns têm tranca. Básicos e completamente decorados. Eles falam por nós. Acreditamos que têm o poder de atrair a atenção. Acreditamos que podem fazer diferença na vida.
 Estou exagerando? Acho que não. Se não acreditássemos que têm esse poder já teríamos nos livrado deles faz tempo. Mas eles ainda estão lá. Pessoas ainda fincam importantes mensagens neles, como se todos fossem prestar atenção em tudo que está lá. Todo tipo de anúncio, com fotos, em papéis coloridos, em tirinhas, traz a esperança de que muitas pessoas vão responder só porque viram o anúncio lá.
 O fato é que a cada dia mural de anúncios se tornam menos atrativos. Se tornaram parte da parede já. Passamos em frente deles sem sequer notarmos que estão ali. Estamos prestando atenção a pequenas telas em nossas mãos. Não estou culpando smartphones. Só estou dizendo que murais de anúncios estão ficando obsoletos. Interessante é que mesmo prestando menos atenção neles, eles continuam lá. Por que? O que poderia ser feito? Esse não é o meu ponto. Meu ponto é que existem coisas que são parte de nossa vida e simplesmente deixamos de percebe-las. Deveríamos pensar e agir sobre isso.
 Talvez não seja tão terrível em se tratando de mural de anúncios, mas e se for uma pessoa? E se paramos de perceber quem precisa da nossa atenção? Você notou uma fita amarela na foto do mural?
É isso.
Denison 

ORIGINAL FOOTAGE OF THE MOON // FILME ORIGINAL DA LUA

🇺🇸 July 2019 is the 50th year celebration of the man landing in the moon for its first time. One of the most exciting events of our era. I think today would still be something amazing, so imagine happening 50 years ago! We still waiting for what would come next, and we wonder where it could happen.
 We’re expecting for lot of “space" in the media about that event these days, but one thing we probably won’t see is the original image of the “moonwalk”. Just because something very unusual happened. In 1976, the NASA accidentally sold the original footage from the Apollo 11 in the moon to an intern for $217.77. He kept the tape and now it’s being sold by Sotheby’s at the initial bid of $700,000. 
 It’s almost unbelievable, specially because the auction company says the tapes are worth up to $2 million.  Can you imagine something like this? Luck for few, despair for many. How many times in life we expect something like that could happen to us? So what we do call “luck”, in fact we can name it “lack of attention”. Someone didn’t pay attention to the content of the package that was been sold, and I’m sure, even the intern didn’t know exactly what he’s getting there. A little attention can change the history. That could mean, a double check, asking one more time, reading again.
 These kinds of precautions work even better when we’re about to say something. Words in our mouth are a treasure, but if we negligently spit them, we risk to depreciate what could stand preciously for ever!
That’s it. 
Denison 

🇧🇷 Julho de 2019 é o 50º ano de celebração do homem pousando na lua pela primeira vez. Um dos mais incríveis acontecimentos da nossa era. Se acontecesse hoje de novo, seria incrível da mesma maneira, agora imagine há 50 anos! Ainda estamos esperando pelo que virá em breve, e para onde vai nos levar.
 Podemos esperar por muito “espaço” na mídia sobre esse evento nestes dias, mas uma coisa que talvez não veremos é a imagem original do “moonwalk”. Porque algo incomum aconteceu. Em 1976, a NASA acidentalmente vendeu o vídeo original da Apollo 11 na lua para um estagiário por US$217,77. Ele guardou a fita e agora está sendo vendida pela Sotheby’s pelo lance inicial de US$700.000,00.
 É quase inacreditável, especialmente porque a companhia de leilão diz que a fita pode valer até US$2 milhões. Da pra imaginar isso? Sorte de poucos, desespero de muitos. Quantas vezes em nossa vida esperamos que algo assim aconteça? O que chamamos “sorte”, na verdade pode ser chamado de “falta de atenção”. Alguém não prestou atenção ao conteúdo do pacote que foi vendido, e tenho certeza, que nem o estagiário sabia exatamente o que tinha lá. Um pouco de atenção pode mudar a história. Isso significa, checar de novo, perguntar mais um vez, fazer uma segunda leitura.
 Precauções muito importantes quando estamos pra dizer algo. Palavras na boca são um tesouro, mas se falarmos negligentemente, arriscamos “mandar pro espaço” o que poderia ser precioso para sempre!
É isso. 
Denison